quinta-feira, 26 de abril de 2012

Um Dia Muda Tudo"


Um dia muda tudo. Não existem escolhas pequenas nem insignificantes, não existem meras palavras, um sim não é apenas um sim, assim como um não não é apenas uma resposta. Qualquer palavra dita tem o poder de mudar muito, tanto o poder para mudar apenas uma hora de um dia de nossas vidas, quanto o poder para mudar uma vida inteira.
Escolher esperar ou escolher agir, escolher ficar ou escolher partir, escolher falar ou escolher calar. Uma escolha pode mudar muito, se não tudo. As escolhas foram esperar, partir e falar, e sim, elas mudaram muito. Mudaram os dias seguintes, que mudaram um conceito, que fez nascer um sorriso, que abriu uma porta, que permitiu a entrada, que trouxe uma luz, que iluminou um coração. Não foi por acaso, foi inesperado. Não foi sem querer, foi de surpresa. Mas já estava planejado, nós é que não sabíamos nem esperávamos, nós é que fomos pegos de surpresa por esse encontro que mudou o jeito de olharmos um para o outro. E eu? Eu voltei a ver as borboletas!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Coisas Velhas"


Não entendo porque inventar de mexer no que está quieto. As "coisas velhas" estão lá, encaixotadas, tudo muito bem guardado e mexe-se em tudo sem motivo algum. Só para trazer nostalgia ,só para fazer lembrar de coisas que se deve esquecer. Já foi tão difícil deixar tudo para trás.
A memória não ajuda, está sempre trazendo a tona aquelas lembranças antigas, para que piorar ainda mais tornando essas lembranças físicas? Talvez as "coisas velhas" estejam muito fáceis, ao alcance das mãos a qualquer momento. Está na hora de tirá-las de lá, trocar de lugar, se encaixotar não resolveu é por que está na hora de dar um destino final as essas coisas. Longe do alcance do toque das mãos, longe do campo de visão dos olhos. Afinal de contas se não há mais dor, os olhos não vão chorar pelo que não verem, as mãos não vão tremer pelo que não tocarem e o coração não vai acelerar pelo que não sentir.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Sem Palavras"


A quarenta e oito minutos estou em frente ao computador pensando no que escrever. Me disseram que para escrever as vezes é preciso esvaziar a mente, mas considerando esses quarenta e oito minutos e nem uma palavra escrita, acho que minha mente já está bem vazia. Então fiquei pensando qual seria o problema comigo hoje, sempre tem muito mais facilidade para falar com as palavras escritas do que com palavras ditas e hoje, justo hoje que queria tanto ter algo a dizer, elas simplesmente sumiram da minha mente. Tentei usar a técnica de respirar fundo, espreguiçar, dá uma volta no corredor da casa. Nada funcionou. Acho que hoje o melhor seria ficar em "silêncio escrito", deixar para escrever quando as palavras vierem a mente com tanto força que qualquer papel que esteja por ali dando sopa se torna tão precioso quanto um papiro.