quarta-feira, 6 de março de 2013

Abreviações"




Ultimamente não tenho gostado nada de abreviações, elas realmente são de um desagrado e de uma irritação para mim que me fizeram querer escrever sobre elas. Antes, quero esclarecer a quais abreviações estou me referindo. Nada contra as abreviações que os estudiosos da gramática fizeram a gentileza de criar para facilitar e tornar mais prática a escrita, não, com elas eu não tenho nada.
O que tem me irritado são as abreviações de coisas que deveriam ser tidas por inteiro. “Sdd”, quem já sentiu saudade sabe muito bem que não dá para abreviá-la. Não se sente saudade abreviado, quando a saudade é real você a escreve letra por letra, você a diz letra por letra, por você a sente letra por letra. “Sdd” não me diz nada, apenas que o que se sente é abreviado e não inteiro e verdadeiro.
Acho que por não simpatizar em nada com as abreviações nunca gostei de telegramas. Tudo bem que nunca recebi e nem escrevi um para ninguém, mas nunca gostei da ideia de um telegrama, da ideia de ser obrigada a resumir coisas que gostaria de dizer ou de ouvir/ler por inteiro. Aquela história de que para bom entendedor meia palavra basta não funciona comigo, não neste sentido.
Sempre fui super a favor da sinceridade, hoje mais ainda, porém de um jeito mais maduro. Se eu não sentir eu não vou dizer, nem mesmo se for abreviado. Se gostar, vou dizer isso por inteiro, se não, farei o mesmo. Sim e não, sei e não sei, sinto e não sinto. Sem meio termo e sem abreviações.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Rir é o melhor remédio"


Não tenho certeza se já disse isso aqui, mas rir é sempre um bom remédio. Quantas fezes estamos estressados, sobrecarregados ou até com muita raiva de alguém ou de alguma coisa, e um amigo ou nós mesmos, fazemos graça com esse momento, dizendo algo engraçado que vira piada e acarreta uma série de outras coisas engraçadas e quando percebemos, toda aquela carga foi aliviada.
Como a moda hoje em dia são as coisas comprovadas pela ciência, vou reforçar minha "achez". O riso proporciona melhorias de humor e de saúde comprovadas cientificamente. Rir além de ser uma sensação agradável, faz um bem enorme para o coração, aumentado a circulação sanguínea. As pessoas que apresentam maior senso de humor têm seus níveis de estresse reduzido, o bom humor atua no sistema imunológico prevenindo gripes e resfriados e quanto aos benefícios psicológicos do riso, estes podem ser sentidos quando algumas emoções negativas, como medo, tristeza e raiva são expressas inofensivamente pela risada.
Viu? Rir é um ótimo remédio e, consequentemente, pessoas que nos fazem rir são tipo uma farmácia cheia de remédios a base de risadas. E o melhor desse remédio é não ter nem uma contra indicação, afinal, que mal pode fazer dar boas risadas? Só se aquela dor de barrigada que sentimos depois de rir muito, for considerada ruim por alguém, porque por mim, é a dor mais gostosa do mundo. Eu escolho rir sempre que possível e tentar muito quando parecer impossível. Até porque, como disse Victor Borges: "O riso é a menor distância entre duas pessoas".

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Chegada sem partida"

Não gosto de despedidas - último abraço, último beijo - mas, sou apaixonada pelas chegadas, os risos e risadas, os abraços, beijos, carinhos, tudo me encanta nas chegadas. São um dos poucos momentos na vida que são feitos de pura alegria. 
Mesmo amando as chegadas não pediria alguém que estivesse sempre chegando, porque isso significaria que este alguém estaria sempre partindo. Peço alguém que chegue em uma dessas chegadas lindas que a vida nos proporciona, quero rir ao olhar para ela, sentir o cheiro antes de tocá-la e dai então, tocá-la bem devagarinho. E gravar esse momento, fotografá-lo com os olhos. Só peço alguém que chegue e que fique. Prefiro que nasça um sorriso no canto dos meus lábios ao lembrar de sua chegada,  a deixar escorrer uma única lágrima por deixá-la partir, mesmo que para chegar novamente.

domingo, 20 de janeiro de 2013

A Velha Rua"



   Ela não decidira ainda para onde estava indo, mas sabia que para onde quer que estivesse indo queria chegar logo. Pessoas com pressa não costumam observar a paisagem, mas ao passar pela velha rua que percorrera diariamente durante anos, dos quais dois foram os melhores já vividos por ela até então, ficou atenta a cada detalhe, queria saborear as lembranças e reconhecer cada pequena mudança. Observou a casa que mudou de cor, que tinha grade e que agora se fechou com um muro. Olhou com especial atenção para o antigo salão de beleza que virou um armarinho e a velha padaria que em nada mudou, ainda estava ali em seus tons de amarelo e vermelho de sempre. Não deixou de sorrir ao passar pela velha senhora que todo dia, religiosamente, acordava tão cedo e varria o passeio da casa. Cuidou em olhar para o outro lado da rua e se lembrar do menino que ficava sentado na varanda de casa esperando que o transporte escolar chegasse. E quando, por fim, percorreu por inteiro aquele caminho que durante anos havia andado todos os dias, percebeu que o destino de seu passeio não era qualquer local com quatro paredes, era na verdade, a caminhada, era olhar cada detalhe, sorrir e sentir saudade.