Ultimamente não tenho gostado nada de abreviações, elas
realmente são de um desagrado e de uma irritação para mim que me fizeram querer
escrever sobre elas. Antes, quero esclarecer a quais abreviações estou me
referindo. Nada contra as abreviações que os estudiosos da gramática fizeram a
gentileza de criar para facilitar e tornar mais prática a escrita, não, com
elas eu não tenho nada.
O que tem me irritado são as abreviações de coisas que
deveriam ser tidas por inteiro. “Sdd”, quem já sentiu saudade sabe muito bem
que não dá para abreviá-la. Não se sente saudade abreviado, quando a saudade é
real você a escreve letra por letra, você a diz letra por letra, por você a
sente letra por letra. “Sdd” não me diz nada, apenas que o que se sente é
abreviado e não inteiro e verdadeiro.
Acho que por não simpatizar em nada com as abreviações nunca
gostei de telegramas. Tudo bem que nunca recebi e nem escrevi um para ninguém,
mas nunca gostei da ideia de um telegrama, da ideia de ser obrigada a resumir
coisas que gostaria de dizer ou de ouvir/ler por inteiro. Aquela história de que para bom entendedor meia palavra basta não funciona comigo, não neste sentido.
Sempre fui super a favor da sinceridade, hoje
mais ainda, porém de um jeito mais maduro. Se eu não sentir eu não vou dizer,
nem mesmo se for abreviado. Se gostar, vou dizer isso por inteiro, se não,
farei o mesmo. Sim e não, sei e não sei, sinto e não sinto. Sem meio termo e
sem abreviações.

