
Ela estava atrasada, muito atrasada. E sua última chance de chegar á tempo era um ônibus que já estava parado do ponto quando ela ainda dobrava a esquina. Sem tempo de lamentar, segurou firme a bolsa que levava no ombro e começou a correr. O motor do ônibus fez um barulho de acelerar e ela ainda estava longe. Não vendo outra solução, parou por dois segundos e tirou dos pés os saltos altos. Então correu. Correu como se fosse uma competidora de "Triathlon" ou "São Silvestre", correu e alcançou o ônibus com tempo de esperar o último passageiro da fila subi os degraus, isso ainda arrumando os cabelos, que na corrida ficaram desgrenhados. Quando subiu os degraus e ficou na visão do motorista, sorriu simpática e cumprimentou com um "Boa noite!" aquele homem que a olhava espantado com o fato de ela estar segurando na barra de ferro com uma das mãos e calçando os sapatos com a outra.
Ao passar pela catraca ela já estava recuperada, sentou-se duas cadeiras a diante do cobrador. Distância curta o suficiente para poder ouvir o motorista comentar com seu companheiro de trabalho o quão prática e eficiente uma mulher pode ser em uma situação embaraçosa como aquela, ela sorriu delicadamente ao ouvir o cobrador complementar a fala do motorista dizendo, " isso tudo sem perder o charme".
É como disse alguém por ai: "Sexo frágil? Sangrar todo mês, suportar as mudanças de humor, se equilibrar em um salto alto, ter que cuidar de cabelo, pele e unha, ver o cara com outra e dar conta de tudo. Frágil seria se eu sentasse no sofá e só assistisse futebol."
No fundo, até o mais machista dos homens admite que de frágil o sexo feminino não tem nada.
Ao passar pela catraca ela já estava recuperada, sentou-se duas cadeiras a diante do cobrador. Distância curta o suficiente para poder ouvir o motorista comentar com seu companheiro de trabalho o quão prática e eficiente uma mulher pode ser em uma situação embaraçosa como aquela, ela sorriu delicadamente ao ouvir o cobrador complementar a fala do motorista dizendo, " isso tudo sem perder o charme".
É como disse alguém por ai: "Sexo frágil? Sangrar todo mês, suportar as mudanças de humor, se equilibrar em um salto alto, ter que cuidar de cabelo, pele e unha, ver o cara com outra e dar conta de tudo. Frágil seria se eu sentasse no sofá e só assistisse futebol."
No fundo, até o mais machista dos homens admite que de frágil o sexo feminino não tem nada.