segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Multifuncionalidade


   Quando criança, brincar de casinha. Balançar a boneca como um bebê nos braços, enquanto meche a comida de mentirinha na panela de brinquedo e checa a temperatura do leite imaginário na mamadeira em miniatura. Quando adolescente, tentar ser aceita. Ler aquele Best Seller que as amigas estão lendo, enquanto ouve as músicas daquela banda que é o sucesso atual, publica sobre as músicas e sobre o livro numa rede social e responde aos questionamentos da mãe sobre como está na escola. Quando adulta, ser adulta. Fazer o jantar, estando atenta a todas as panelas, enquanto separa uma pequena briga entre as crianças; dá ordem de arrumarem os brinquedos e fazerem os deveres; fala ao telefone com alguém do trabalho ou alguém que liga impaciente procurando por seu marido; checa a lista de compras; responde aos filhos onde está cada coisa que eles mesmos guardaram, mas nunca se lembram onde.
   Enfim, independente da fase da vida, a multifuncionalidade é característica de cada mulher. Muitas vão dizer que não a  tem, mas estas são, em sua maioria, as que ainda não precisaram usá-la. 
    Dizem que esta multifuncionalidade feminina se desenvolveu devido as tarefas que as mulheres do começo da civilização tinham que fazer em casa, enquanto os homens passavam dias fora de casa caçando. Tarefas como cuidar das crianças, manter o fogo aceso, cozinhar, fazer alguns objetos de uso diário e estar atentas a qualquer perigo proeminente, já que os homens estavam longe demais para protegê-las. Já eu acredito que as mulheres nascem com essa multifuncionalidade. Um dom que foi dado pelo Criador para que pudéssemos cumprir com esmero o nosso papel social, emocional e espiritual. E esses três papéis, quando bem cumpridos, completam a essência do que é ser feminina. 

quarta-feira, 6 de março de 2013

Abreviações"




Ultimamente não tenho gostado nada de abreviações, elas realmente são de um desagrado e de uma irritação para mim que me fizeram querer escrever sobre elas. Antes, quero esclarecer a quais abreviações estou me referindo. Nada contra as abreviações que os estudiosos da gramática fizeram a gentileza de criar para facilitar e tornar mais prática a escrita, não, com elas eu não tenho nada.
O que tem me irritado são as abreviações de coisas que deveriam ser tidas por inteiro. “Sdd”, quem já sentiu saudade sabe muito bem que não dá para abreviá-la. Não se sente saudade abreviado, quando a saudade é real você a escreve letra por letra, você a diz letra por letra, por você a sente letra por letra. “Sdd” não me diz nada, apenas que o que se sente é abreviado e não inteiro e verdadeiro.
Acho que por não simpatizar em nada com as abreviações nunca gostei de telegramas. Tudo bem que nunca recebi e nem escrevi um para ninguém, mas nunca gostei da ideia de um telegrama, da ideia de ser obrigada a resumir coisas que gostaria de dizer ou de ouvir/ler por inteiro. Aquela história de que para bom entendedor meia palavra basta não funciona comigo, não neste sentido.
Sempre fui super a favor da sinceridade, hoje mais ainda, porém de um jeito mais maduro. Se eu não sentir eu não vou dizer, nem mesmo se for abreviado. Se gostar, vou dizer isso por inteiro, se não, farei o mesmo. Sim e não, sei e não sei, sinto e não sinto. Sem meio termo e sem abreviações.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Rir é o melhor remédio"


Não tenho certeza se já disse isso aqui, mas rir é sempre um bom remédio. Quantas fezes estamos estressados, sobrecarregados ou até com muita raiva de alguém ou de alguma coisa, e um amigo ou nós mesmos, fazemos graça com esse momento, dizendo algo engraçado que vira piada e acarreta uma série de outras coisas engraçadas e quando percebemos, toda aquela carga foi aliviada.
Como a moda hoje em dia são as coisas comprovadas pela ciência, vou reforçar minha "achez". O riso proporciona melhorias de humor e de saúde comprovadas cientificamente. Rir além de ser uma sensação agradável, faz um bem enorme para o coração, aumentado a circulação sanguínea. As pessoas que apresentam maior senso de humor têm seus níveis de estresse reduzido, o bom humor atua no sistema imunológico prevenindo gripes e resfriados e quanto aos benefícios psicológicos do riso, estes podem ser sentidos quando algumas emoções negativas, como medo, tristeza e raiva são expressas inofensivamente pela risada.
Viu? Rir é um ótimo remédio e, consequentemente, pessoas que nos fazem rir são tipo uma farmácia cheia de remédios a base de risadas. E o melhor desse remédio é não ter nem uma contra indicação, afinal, que mal pode fazer dar boas risadas? Só se aquela dor de barrigada que sentimos depois de rir muito, for considerada ruim por alguém, porque por mim, é a dor mais gostosa do mundo. Eu escolho rir sempre que possível e tentar muito quando parecer impossível. Até porque, como disse Victor Borges: "O riso é a menor distância entre duas pessoas".

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Chegada sem partida"

Não gosto de despedidas - último abraço, último beijo - mas, sou apaixonada pelas chegadas, os risos e risadas, os abraços, beijos, carinhos, tudo me encanta nas chegadas. São um dos poucos momentos na vida que são feitos de pura alegria. 
Mesmo amando as chegadas não pediria alguém que estivesse sempre chegando, porque isso significaria que este alguém estaria sempre partindo. Peço alguém que chegue em uma dessas chegadas lindas que a vida nos proporciona, quero rir ao olhar para ela, sentir o cheiro antes de tocá-la e dai então, tocá-la bem devagarinho. E gravar esse momento, fotografá-lo com os olhos. Só peço alguém que chegue e que fique. Prefiro que nasça um sorriso no canto dos meus lábios ao lembrar de sua chegada,  a deixar escorrer uma única lágrima por deixá-la partir, mesmo que para chegar novamente.

domingo, 20 de janeiro de 2013

A Velha Rua"



   Ela não decidira ainda para onde estava indo, mas sabia que para onde quer que estivesse indo queria chegar logo. Pessoas com pressa não costumam observar a paisagem, mas ao passar pela velha rua que percorrera diariamente durante anos, dos quais dois foram os melhores já vividos por ela até então, ficou atenta a cada detalhe, queria saborear as lembranças e reconhecer cada pequena mudança. Observou a casa que mudou de cor, que tinha grade e que agora se fechou com um muro. Olhou com especial atenção para o antigo salão de beleza que virou um armarinho e a velha padaria que em nada mudou, ainda estava ali em seus tons de amarelo e vermelho de sempre. Não deixou de sorrir ao passar pela velha senhora que todo dia, religiosamente, acordava tão cedo e varria o passeio da casa. Cuidou em olhar para o outro lado da rua e se lembrar do menino que ficava sentado na varanda de casa esperando que o transporte escolar chegasse. E quando, por fim, percorreu por inteiro aquele caminho que durante anos havia andado todos os dias, percebeu que o destino de seu passeio não era qualquer local com quatro paredes, era na verdade, a caminhada, era olhar cada detalhe, sorrir e sentir saudade.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O Corredor "


Suas passadas rápidas me impressionaram logo de cara. Atiçou minha curiosidade, para onde iria tão rápido e aquele hora da noite? Porque sorria se estava atrasado? Não, acho que não estava. Não andava tão depressa por ter perdido a hora para um compromisso muito importante, pessoas assim demonstram preocupação em suas expressões, mas esta sorria. Parecia ter prazer em ir para onde estava indo, parecia correr não contra o tempo, mas para aproveitar mais o tempo onde e com quer que fosse ver aquela noite.
Posso imaginar que naquele momento desejava que suas passadas alcançassem distâncias cada vez maiores, que seus braços se movimentasse mais e mais rápido para que ganhasse mais velocidade. Até que chegou um momento em que andar rápido já não o satisfazia mais, seu desejo de chegar era grade demais. Então correu. Correu e logo virou a esquina naquela avenida e não pude vê-lo mais.
Restou-me minhas teorias, muitas delas fantaziosas demais. Gosto de acreditar que estava indo encontrar sua pessoa preferida no mundo todo, e que a saudade ou a vontade de estar com esta pessoa era tão grande que não podia se contentar em andar. Gosto de acreditar que do outro lado, ele também era a pessoa preferida de alguém, e que este alguém o esperava com uma ansiedade tão grande quanto a que ele tinha de encontra-la. E principalmente, gosto de acreditar que um dia desses  terei minha pessoas preferida, e serei sua pessoa preferida e ele vai correr sorridente enquanto eu o espero do outro lado.

sábado, 27 de outubro de 2012

Do lado de fora é mais fácil"


Sempre encaro os problemas dos outros com o máximo de maturidade e realismo que puder, mas quando se trata da gente é tão mais complicado. Uma briga com um amigo, namorado ou familiar, um fim de namoro, uma matéria que não entra na cabeça, qualquer coisa parece muito fácil de resolver na teoria, quando não somos nós que vamos viver aquilo naquele momento e suas consequências depois.
Sempre tem uma amiga que diz, "porque você não faz aquilo que me disse para fazer, lembra?". E realmente não faço, é incrível. Não é de propósito ou caso pensado, é natural. Não serei paciente como disse para alguém ser, não serei compreensiva sempre, não serei madura sempre (aquele chilique que disse para uma amiga não dar, um dia eu darei), não conseguirei deixar de  chorar naquele momento que não devia chorar, não saberei dizer não para aquela pessoa, enfim. Sempre será difícil fazer exatamente o que digo nesses momentos, é como dizem por ai, quem vê de fora enxerga melhor, mais fácil. Mas paciência, pelo menos uma boa conselheira eu posso ser, ou não (risos).