segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Multifuncionalidade


   Quando criança, brincar de casinha. Balançar a boneca como um bebê nos braços, enquanto meche a comida de mentirinha na panela de brinquedo e checa a temperatura do leite imaginário na mamadeira em miniatura. Quando adolescente, tentar ser aceita. Ler aquele Best Seller que as amigas estão lendo, enquanto ouve as músicas daquela banda que é o sucesso atual, publica sobre as músicas e sobre o livro numa rede social e responde aos questionamentos da mãe sobre como está na escola. Quando adulta, ser adulta. Fazer o jantar, estando atenta a todas as panelas, enquanto separa uma pequena briga entre as crianças; dá ordem de arrumarem os brinquedos e fazerem os deveres; fala ao telefone com alguém do trabalho ou alguém que liga impaciente procurando por seu marido; checa a lista de compras; responde aos filhos onde está cada coisa que eles mesmos guardaram, mas nunca se lembram onde.
   Enfim, independente da fase da vida, a multifuncionalidade é característica de cada mulher. Muitas vão dizer que não a  tem, mas estas são, em sua maioria, as que ainda não precisaram usá-la. 
    Dizem que esta multifuncionalidade feminina se desenvolveu devido as tarefas que as mulheres do começo da civilização tinham que fazer em casa, enquanto os homens passavam dias fora de casa caçando. Tarefas como cuidar das crianças, manter o fogo aceso, cozinhar, fazer alguns objetos de uso diário e estar atentas a qualquer perigo proeminente, já que os homens estavam longe demais para protegê-las. Já eu acredito que as mulheres nascem com essa multifuncionalidade. Um dom que foi dado pelo Criador para que pudéssemos cumprir com esmero o nosso papel social, emocional e espiritual. E esses três papéis, quando bem cumpridos, completam a essência do que é ser feminina. 

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