Andava pela rua com a minha irmã, falávamos sobre várias coisas, observávamos as outras pessoas e comentávamos sobre elas, coisas bem tipicamente femininas. Era Dezembro, mês das festas de fim de ano, que na verdade são mais comerciais do que comemorativas, então as ruas estavam abarrotadas de pessoas, consumidores em potencial como diria um economista.
Descendo uma rua procurando uma maneira mais fácil de atravessar para o outro lado, já que o trânsito estava bem tenso, passou por nós uma garotinha de pouco mais de um ano e sua mãe. Eram orientais,provavelmente chinesas, considerando que o número de chineses é crescente em nossa cidade. Quando fomos nos aproximando, a garotinha que estava olhando para seus próprios pés, levantou o rosto e abriu um sorriso largo e bonito para nós, sorrimos de volta e ela levantou as bochechas apertando um pouco mais os olhinhos puxados, tão pequeninos, na tentativa de seu sorriso ficar ainda maior. A minha irmã disse "que linda" olhando para a menina, então a mãe nos olhou e nos deu um sorriso, como se agradecesse pelo elogio a sua filha.Seguimos o nosso caminho e elas também continuaram seu passeio, alguns passos depois olhei para trás e encontrei os olhinhos da chinesinha que também me olhava, ela sorrio de novo e se virou alegre voltando a olhar para seu pezinhos.
Esse momento durou apenas alguns segundos, mas, desde então, sempre que penso em sinceridade me lembro daqueles olhinhos apertados e daquele sorriso tão espontâneo e desinteressado.

Adorei a crônica.Linda.
ResponderExcluirObrigada Geanne.
ResponderExcluirÉ,pelo menos as crianças ainda são sinceras.Quando a gente cresce aprende a mentir,a vingir e a esconder o que sente,criança não faz isso.
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