
Daqui da sala sentada no sofá e com a porta aberta, fico ouvindo o barulho da molecada brincando lá fora. Lembro-me de minha infância,assim, barulhenta, de manhãs vendo desenho animado, tardes na escola e as noites na rua com a meninada toda brincando de pique-esconde, pega-pega, polícia e ladrão, boca de forno, estátua... Tantas brincadeira inocentes que na época, no sossego da rua entravam a noite até as onze horas, meia noite, dependendo do humor dos nossos pais.
Época tão boa, tão pura. Não tínhamos medo do perigo, na verdade creio que nem havia algum perigo para nós ali. Sinto falta de cada partícula mínima da minha infância, o cheiro, o gosto, a textura, tudo ainda é parte de mim em algum lugar aqui dentro, eu sei.
Época tão boa, tão pura. Não tínhamos medo do perigo, na verdade creio que nem havia algum perigo para nós ali. Sinto falta de cada partícula mínima da minha infância, o cheiro, o gosto, a textura, tudo ainda é parte de mim em algum lugar aqui dentro, eu sei.
Muito bom!
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